Fonte: Correio Brasiliense
VERA BATISTA
Em alusão ao dia mundial dos
enfermos, agentes, escrivães e papiloscopistas (EPAs) da Polícia Federal
fizeram ontem uma paralisação nacional de 24 horas, com o lema "Polícia
Federal na UTI", a fim de mostrar que a corporação está "doente". Em
frente às superintendências estaduais e no Distrito Federal, os
policiais usaram máscaras, macas, soros e balão de oxigênio para
reivindicar melhores salários e condições de trabalho. E eles prometem
novos atos.
Jones Leal, presidente da Federação Nacional dos
Policiais Federais (Fenapef), argumenta que a categoria foi
desvalorizada pelo governo. Apesar da exigência de nível superior para
ingresso na PF, os servidores ainda têm remuneração de nível médio,
explicou.
Equiparação
Os policiais querem que o
Ministério da Justiça reconheça as funções de inteligência, análise
criminal, fiscalização e perícia de impressões digitais. E pedem a
equiparação salarial com oficiais da Agência Brasileira de Inteligência
(Abin) e com auditores da Receita. Dessa forma, os ganhos dobrariam,
pois os EPAs recebem, em início de carreira, R$ 7,5 mil, enquanto os
oficiais e auditores já começam com R$ 15 mil.
"O governo está
há oito anos em operação tartaruga contra nós. Um exemplo disso é que a
segurança pública ainda não foi convocada para a Copa. Vai ser difícil,
em cima da hora, um treinamento específico para o evento", reclamou
Flávio Werneck, presidente do sindicato do DF (Sindipol-DF). De acordo
com a Fenapef, continuam em estado de greve servidores de: São Paulo,
Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Santa Catarina, Paraná,
Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará,
Roraima, Rondônia, Acre, Ceará, Alagoas, Pernambuco, Sergipe, Paraíba,
Maranhão, Piauí e Rio.

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